

Não consigo ver sem estranheza toda essa manifestação ocidental pró-Tibet às vésperas das Olimpíadas da China.
Tais ações não estariam contaminadas com intenções em curto prazo de empanar o brilho daquela que, por certo, será a maior Olimpíada de todos os tempos?
Ou quem sabe, em médio prazo, pra tentar barrar a célere caminhada chinesa em direção à hegemonia econômica mundial? Um país comunista, a maior potência do planeta é inadmissível para este modelo ocidental de sociedade.
Os “carrascos chineses e os mártires monges tibetanos” liderados, no exílio, pelo seu Dalai Lama: esta vai ser a invariável tônica do noticiário internacional até que chegue agosto.
Como professores, de história ou não, cabe-nos refletir com nossos alunos sobre até onde está a verdade e até onde está o mito. A internet é esse espaço democrático onde temos opção de ir além do que nos mostram o “Jornal Nacional” e assemelhados.
De minha parte, pra não fugir de nossa seara, fui à busca de informações sobre a Educação no Tibet. Queria me certificar a respeito do “massacre cultural” perpetrado pela China, segundo dizem as agências de notícias internacionais, onde bebem diariamente as “santas famílias” de nossa mídia local.
Eis alguns dados:
• Currículo da Escola Primária: 7 aulas semanais de Tibetano, 5 aulas de Chinês, 5 de Matemática, 5 de Inglês e 5 de Ciências;
• 85% dos estudantes são tibetanos;
• 90% dos professores são tibetanos;
• O Ensino fundamental e Médio utiliza 122 livros didáticos em tibetano compreendendo 16 matérias.
• Em 1959, antes do massacre cultural, a taxa de analfabetismo era de 95%. Hoje é o inverso: 95% das crianças e jovens estão na escola.
Se estas informações forem verdadeiros, por que então se revoltam tão violentamente os “pacíficos monges tibetanos”?
Por que destroem escolas?
Por que queimam livros didáticos escritos em sua própria língua-mãe?
Não seria saudade de um tempo até recente em que, embora fossem apenas 5% da população do Tibet, controlavam a vida pessoal dos servos e escravos, que eram mais de 95%?
Saudade de um tempo em que “compravam, vendiam, hipotecavam ou trocavam os servos como se fossem uma propriedade qualquer".
Ou quem sabe tem o dedo de Bush que no ano passado recebeu o Dalai Lama nos EUA e entrou de mãos dadas com o mesmo no Congresso para a entrega da Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos, maior honraria civil do país.
Essa hipótese não é absurda. O vínculo do Dalai Lama com a espionagem norte-americana é hoje reconhecido publicamente e contado no livro “A guerra secreta da CIA no Tibet”, de Kenneth Conboy, publicado pela University Press of Kansas, em 2002.
Outro escritor, Domenico Losurdo, em “Fuga da história? A Revolução Russa e a Revolução Chinesa Vistas de Hoje.”, de 2004, afirma que “uma elementar análise histórica é suficiente para destruir o mito alimentado pelos partidários do Dalai Lama”.
Sou daqueles que não está disposto a embarcar em mais este mito.
Fonte de consulta e sugestão de leitura:
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34399
“História, interesses e verdades sobre o Tibet”

Nenhum comentário:
Postar um comentário